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Endometriose:
dificuldade para engravidar
O Núcleo de Endometriose do Ceará (NEC) é uma
associação de profissionais de diversas áreas
da saúde, formada com o objetivo de prover um atendimento
diferenciado de natureza
As
mudanças sociais e econômicas alteraram sensivelmente
a vida das mulheres na modernidade. A busca pela auto-realização
adiou a gravidez, as situações de estresse ficaram
comuns no dia-a-dia, comprometendo assim o sistema natural de defesa
do organismo da mulher. Nesse novo contexto de vida, doenças
surgiram em consequência dessa transformação
sociológica e comportamental pela qual passa a mulher na
atualidade.
A
endometriose, considerada uma doença da modernidade entre
as mulheres, atinge cerca de 15% da população feminina
em idade fértil no Brasil. A cada mil mulheres, cerca de
cento e cinquenta podem ter endometriose. Um percentual considerado
altíssimo nos tempos atuais. É uma doença que
se caracteriza pelos achados de tecido endometrial (glândula
e estroma endometrial) em locais anormais (cavidade pélvica)
que manifestam sintomas durante o período menstrual. O processo
inflamatório crônico que estes tecidos anormais causam
ao logo do tempo, prejudicam o pleno funcionamento do órgão
reprodutor feminino. A endometriose é considerada doença
crônica e progressiva, e a tendência é que os
sintomas piorem quando não tratados inicialmente e de forma
adequada.
É
importante salientar que o leve desconforto no período menstrual
é aceitável, esclarece o doutor Sidney Pearce. As
mulheres devem ficar atentas às dores que outrora não
sentiam durante a menstruação. Com a demora para ter
os filhos, a mulher passa bastante tempo “ciclando”,
são os chamados ciclos menstruais, que contribuem para a
formação da doença. “Nossas avós
em idade fértil tiveram cerca de quarenta ciclos menstruais.
Hoje, as mulheres em idade reprodutiva alcançam esse índice
em quatro anos.”, complementou.
Sintomas
da doença
O cirurgião ginecológico
Sidney Pearce explica que existem casos da doença, provenientes
de herança genética, mas a baixa imunidade do sistema
de defesa da mulher, a gestação tardia e a poluição
ambiental pela dioxina atirada na atmosfera são fatores que
podem levar ao desenvolvimento da enfermidade. Os sintomas considerados
iniciais são: dores durante o período menstrual e
na relação sexual, irregularidade menstrual e dificuldade
para engravidar, podendo evoluir para alterações urinarias
e intestinais. A média entre o início dos sintomas
e o diagnóstico é de oito anos. Esse período
permite ao médico acompanhar melhor a paciente e realizar
um diagnóstico adequado com o mapeamento da doença,
antes de indicar um procedimento cirúrgico realizado através
de vídeo-laparoscópico. Durante o tratamento a paciente
deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar de profissionais
das áreas de ginecologia, psicologia, fisioterapia, nutrição
e atendimento cirúrgico, pois é fundamental a importância
de se tratar a mulher integralmente, dando a adequada atenção
aos aspectos psíquicos e ambientais envolvidos no processo,
defende o Doutor Pearce.
As
mulheres que tratam a endometriose têm 50% de chances de engravidar.
A idade da mulher é um fator preponderante para a gravidez.
Existem técnicas de reprodução assistida para
aquelas que não conseguem engravidar normalmente. As conseqüências
resultantes do não tratamento da doença é sentir
permanentes dores de difícil controle e o comprometimento
de outros órgãos como a bexiga.
Serviço
O Núcleo de Endometriose do
Ceará (NEC) é uma associação de profissionais
de diversas áreas da saúde, formada com o objetivo
de prover um atendimento diferenciado de natureza interdisciplinar
para mulheres com endometriose. Os contatos para outras informações
estão acessíveis no site: www.endometriosece.com.br
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