|
Cirurgia
Ginecológica minimamente invasiva
Cirurgia
Ginecológica Minimamente Invasiva consiste em novas técnicas
que reduzem os cortes provocados pelas cirurgias de grande porte.
Trata-se de múltiplos procedimentos que causam lesões
mínimas para os pacientes, possibilitando uma rápida
recuperação pós-operatória.
A
cirurgia ginecológica está em plena evolução
e a revolução do dia é evidentemente a cirurgia
videoendoscópica e a ressurreição da via transvaginal.
Estes procedimentos, além de diminuírem os traumatismos
físicos e psíquicos vividos pelos doentes, diminuem
o tempo cirúrgico, propicia um pós-operatório
menos doloroso, menor tempo de internação, retorno
mais rápido às atividades normais e menor custo hospitalar
e social.
Dentre
estas cirurgias destacam-se a histerectomia (retirada do útero)
pela vagina, o sling (reforço do assoalho da uretra) para
incontinência urinária, a videoendoscopia (Iaparoscopia
e histeroscopia) e a reconstrução pélvica (correção
dos prolapsos genitais) com uso de tela de polipropileno.
A
histerectomia vaginal proporciona, além das vantagens de
ser minimamente invasiva, uma oportunidade de correção
dos defeitos de bexiga e períneo e não traz cicatriz
abdominal.
O
sling é a colocação de uma tela sintética
substituindo os ligamentos da uretra, permitindo uma abordagem mais
rápida (realizado em torno de 20 minutos), mais estética,
sem internação e com uso de anestesia local.
A
cirurgia videoendoscópica proporciona o acesso à pelve
(laparoscopia) e ao interior do útero (histeroscopia) através
de sistema ótico, com visão aumentada e com possibilidade
de realização de procedimentos cirúrgicos antes
realizados apenas com cirurgia laparotômica (aberta).
O
advento da laparoscopia proporcionou adequado tratamento para a
endometriose, pois nos permite mapear e retirar todos os implantes
da doença, nos permite ainda realizar miomectomias (retirada
apenas dos miomas), ligadura de trompas, tratamento minimamente
invasivo dos cistos ovarianos e até a possibilidade de cirurgias
para o câncer ginecológico. Com a histeroscopia, podemos
adentrar a cavidade endometrial (interior do útero) e diagnosticar
com precisão, além de tratar as enfermidades endometriais,
desde miomas até pólipos e malformações
uterinas.
A
reconstrução pélvica teve avanços admiráveis
com a colocação de material sintético (tela
de polipropileno) para suspensão e sustentação
da cúpula vaginal após prolapso e correção
dos compartimentos anterior e posterior, possibilitando cirurgias
mais rápidas, anatômicas e com menor taxa de recidivas.
O
progresso na cirurgia ginecológica é inexorável
e a última aquisição é um robô
(Da Vinci) que executa a cirurgia monitorado pelo cirurgião
mesmo que este esteja em um centro distante do local da cirurgia
(Dr. Sidney Pearce).
|